A força da vulnerabilidade: Um olhar sobre dores e transformações
- Marta Campos
- 16 de ago. de 2023
- 2 min de leitura

Experimentar vulnerabilidade, de maneira geral, suscita medo e esquivas. Sem dúvidas, fazer contato com as dores, os abismos, os desertos e angústias que inevitavelmente nos visitam não é uma tarefa simples. A vulnerabilidade assusta, provoca sintomas e o caminho mais “simples” se torna a fuga. Neste contexto, observamos um movimento coletivo de negação, a todo custo, destas dores. As redes sociais, por exemplo, são terrenos comuns para receitas e dicas sobre como sanar ou controlar a dor:
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Esse movimento é espantoso.
Nossa sociedade vem trilhando caminhos cada vez mais anestesiados, com pouco espaço para ouvir as vulnerabilidades. Precisamos lembrar que nossas dores nos comunicam sobre quem somos, como somos e nossas histórias pessoais. Mas, como lidar com essa dimensão, criando um espaço para ela, quando vivemos em uma sociedade que valoriza a eficiência, e que a produtividade e o prazer dominam?
Essa conta não fecha!
Mas é algo que devemos refletir...
Dialogar com nossas vulnerabilidades é dar espaço para a dor, e este é um processo que requer (c)alma. O que está des-amparado, precisa de amparo, cuidado cotidiano e escuta afetiva.
Veja, não é minha intenção com essas reflexões trazer uma romantização da dor. Ela é de fato, angustiante e incomoda de verdade! No entanto, elas são parte integrante da vida. Quando tentamos desesperadamente eliminá-la, algo desanda.
Nesse sentido, proponho que tenhamos a coragem de dar espaço às várias vulnerabilidades que habitam em nós. Ao abrir espaço, captamos o que elas têm para nos ensinar. Nossas dores podem ser guias importantes para transformações. Sugiro que dialoguemos de maneira sincera com nossas vulnerabilidades. Colocando-as na roda das emoções e ouvindo os significados existenciais que elas carregam.
Ao aceitá-las, algo de forte começa a se movimentar.
Proponho, então, ver a vulnerabilidade como uma entidade que integra fragilidades, mas também forças. Composta por delicadezas, mas também potências. Fraquezas, mas também sementes de transformação.
Acredite, há força na vulnerabilidade.
Você já sentiu?
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